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Construção do novo IML de Ponta Grossa é adiada para primeiro semestre de 2021

Pandemia atrasou a construção do novo prédio do Instituto Médico Legal que estava prevista para começar no segundo semestre deste ano. Investimento será de aproximadamente R$ 10 milhões com previsão de entrega para 2022
(Foto: Arquivo DC)

A construção do novo prédio do Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa, orçada em cerca de R$ 10 milhões, que estava prevista para começar no segundo semestre deste ano foi adiada para 2021. A justificativa para o atraso, segundo a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), se deu por conta da pandemia.

De acordo com a universidade, a licitação dos projetos arquitetônico, executivo e complementar aconteceu em novembro de 2019 e o contrato com empresa vencedora foi assinado em fevereiro deste ano. A entrega dos projetos estava prevista para acontecer em agosto deste ano.

“Devido à situação de quarentena ocasionada pela covid-19, o cronograma de entrega dos projetos sofreu atraso e agora está prevista para início de outubro. Consequentemente, o prazo de início das obras, que ocorrerá após um segundo processo licitatório, sofreu alteração, devendo ocorrer no primeiro semestre de 2021”, informou a engenheira civil, Marina de Freitas Souza e o engenheiro civil, Matheus Santana Carrer, diretor de Planejamento Físico da Pró-reitoria de Planejamento da UEPG.

Segundo os engenheiros da universidade, a empresa responsável pelos projetos teria alegado que durante a pandemia houve diminuição da carga horária dos funcionários, além de alterações nos protocolos de atendimentos em alguns órgãos públicos para a aprovação de projetos contratados, fator que dificultou o cumprimento dos prazos.

O investimento aplicado na fase atual, de elaboração de projetos, é de R$ 280 mil. A verba resultou de indicação parlamentar realizada pelo deputado estadual Rodrigo Estacho (PV). O cronograma de execução e o orçamento completo da obra fazem parte do objeto contratado pela UEPG nesta primeira fase. Já a estimativa para a construção do prédio é de aproximadamente R$ 10 milhões.

A licitação para a construção do prédio está prevista para acontecer após a entrega dos projetos. “Em função das técnicas e materiais construtivos adotados, o cronograma de execução será elaborado pela empresa responsável de projetos. Com base em outras obras desse porte, anteriormente realizadas, estima-se que está será concluída no prazo de um ano e meio, ou seja, no segundo semestre de 2022”, informaram os engenheiros.

Novo IML

De acordo com o projeto, o edifício integrará a nova sede da Polícia Científica em Ponta Grossa, que contará com um Instituto de Criminalística, um Instituto Médico Legal e um Serviço de Verificação de Óbitos (SVO).

O prédio será integrado a um Centro de Estudos de Anatomia da UEPG, o qual terá novas salas de aula, um auditório e salas para dissecação e armazenamento de cadáveres. Na interligação entre os dois prédios, haverá um Observatório Tanatológico, que será utilizado pelas duas entidades para a realização de necropsias assistidas.

“Será uma nova sede da Polícia Científica com condições adequadas para atendimento da população local e regional. Já o Centro de Estudos de Anatomia vai possibilitar a melhoria dos cursos já ofertados pela universidade, possibilitando a abertura de novas áreas na pesquisa e ensino”, destacaram os engenheiros.

Contêineres

Desde agosto de 2018, o IML passou a funcionar, de forma provisória, em contêineres, com aproximadamente 6 metros de comprimento e 2,5 metros de altura, localizado no terreno do Hospital Universitário. A medida foi feita para que a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) pudesse dar início às obras de recuperação do muro ao lado do prédio sede do antigo IML, no bairro Nova Rússia.

O prédio foi interditado após um laudo apontar que o muro do local podia desabar e comprometer a estrutura. Uma empresa já foi contratada, via licitação, no valor de R$ 411 mil, e será responsável pela demolição do muro e ajustes do terreno. Os trabalhos iniciaram final deste mês e devem durar cerca de 120 dias.

Na estrutura que está ao lado do HU, os contêineres não podem receber cadáveres em decomposição, o que vem obrigando as equipes a transportar corpos por longas distâncias apenas para formalizar sua identificação e registrar a causa da morte, muitas vezes natural.